quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sexualidade

A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, carinho ternura e intimidade. Evolui com a idade e é influenciada por numerosos factores biológicos, pela inteligência e pela vontade. Não se limita ao acto sexual, ao prazer físico, envolve também afectos, sonhos, pensamentos, tudo o que está relacionado com a pessoa.


A sexualidade de um indivíduo define-se como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e actividade sexual, num determinado período da sua existência.


Actualmente, tenta-se afastar o conceito de sexualidade da noção de reprodução animal associada ao sexo. Enquanto que esta se prende com o nível físico do homem enquanto animal, a sexualidade tenderia a referir-se ao plano psicológico do indivíduo. Além dos factores biológicos (anatómicos, fisiológicos, etc.), a sexualidade de um indivíduo pode ser fortemente afectada pelo ambiente sócio-cultural e religioso em que este se insere. Por exemplo, em algumas sociedades, na sua maioria orientais, promove-se a poligamia ou bigamia, i.e., a possibilidade ou dever de ter múltiplos parceiros.


Em algumas partes do mundo a sexualidade explícita ainda é considerada como uma ameaça aos valores político-sociais ou religiosos.


Existe uma sexualidade infantil que é perfeitamente normal, mas manifesta-se com mais intensidade na adolescência. Faz parte de um longo processo de aprendizagem que começa com a descoberta dos órgãos genitais, das sensações de prazer, a curiosidade pelo corpo dos pais e pelo sexo oposto.


Assim sendo, a sexualidade, para além da sua função generativa, é, na sua dimensão mais elevada, expressão corporal da nossa capacidade de amar, de entregar-nos a outra pessoa e receber a sua entrega. A liberdade e a capacidade de amar são o maior e o mais íntimo que tem a pessoa humana. Por isso a sexualidade, na medida em que é a sua expressão corporal, afecta o homem de maneira íntima e profunda, tanto para o bem como para o mal.




Ana Martins

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Porquê a Educação Sexual?

A maior parte da informação que os jovens possuem sobre a sexualidade, provém dos próprios colegas, da televisão que é uma fonte de informação, nem sempre adequada, esta ligada a filmes e vídeos musicais cada vez mais sexualmente explícitos, que proporcionam ao jovem uns valores e uma imagem da sexualidade que não corresponde à realidade.
É portanto compreensível que a informação que possuem seja muitas vezes inadequada e repleta de crenças falsas. Nos dias de hoje tem-se verificado cada vez mais jovens sexualmente activos que nunca falaram com os pais sobre este tema.
Muitas investigações põem em evidência que muitos adolescentes não utilizam métodos contraceptivos ou não os utilizam adequadamente mesmo que tenham múltiplos parceiros. Por outro lado, nos Estados Unidos e na Europa muitos adolescentes já falam com os seus pais ou outros adultos sobre a sexualidade e colocam questões sobre este tema, têm uma maior probabilidade de usarem adequadamente os métodos contraceptivos nas relações e assim evitarem gravidezes não desejadas e todos os riscos relacionados com a actividade sexual e é mais provável que estes adiem o inicio da sua actividade sexual.


Com os cumprimentos do grupo
Maria Santos

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Educação sexual


A adolescência é uma segunda idade de todos os porquês e a palavra sexo faz parte de todos eles. É o momento da decisão de dar ou não “aquele” passo.
As dúvidas são muitas: “Será este o momento certo”, “Será esta a pessoa certa?”, “ E depois?”.
É na adolescência que desponta a sexualidade, primeiro com as atracções físicas a nível de corpo, depois porque desenvolvemos a capacidade de escolher quem queremos amar, protegidos e por quem queremos ser amados e protegidos. Esta consciência é meio caminho andado para que os adolescentes sejam assaltados pela vontade de se iniciarem na vida sexual.
Na verdade não existe uma idade certa para se iniciar a vida sexual é perigoso (14 anos), há sim uma idade que iniciar antes d, tos somos diferentes uns dos outros – uns mais altos, outros mais baixos, uns mais magros, outros mais gordos. Em relação à sexualidade também é assim.
Como não existe uma idade certa para se estar preparado para iniciar a vida sexual, o que existe, sim, são múltiplos factores que podem levar o adolescente a dar esse passo, como:
v O amor;
v O simples desejo sexual;
v A curiosidade;
v A vontade de ter novas experiências;
v Prova de maturidade;
v Ser igual aos amigos.

Com os cumprimentos do grupo

Maria Santos

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Métodos Contraceptivos

O único método cem por cento eficaz para evitar a gravidez é a abstinência, isto é, não ter relações sexuais. Mas os métodos contraceptivos ajudam a prevenir a gravidez não desejada, permitindo a vivência da sexualidade de forma saudável e segura.
O grau de eficácia varia de método para método. Em alguns casos, como com a pílula e o preservativo, o grau de eficácia depende, também, da forma mais ou menos correcta e continuada de utilização do método. Alguns têm contra-indicações e efeitos colaterais. Assim, antes de optar por um método contraceptivo, deve marcar uma consulta de planeamento familiar ou consultar o seu médico.
E, sobretudo, lembre-se que a responsabilidade pela prevenção da gravidez não desejada cabe sempre aos dois parceiros.Actualmente existe uma ampla disponibilidade de métodos anticoncepcionais (contraceptivos), tanto para homens quanto para mulheres, que previnem uma gravidez. Variam desde métodos mais simples, como os comportamentais, até métodos mais complexos que envolvem cirurgias. A escolha do método anticoncepcional deve ser sempre personalizada. Deve-se levar em conta factores pessoais como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crónicas que se possam agravar com a utilização de determinado método. Como todos os métodos têm as suas limitações, é importante que o usuário tenha conhecimento de quais são elas, para que eventualmente possa optar por um dos métodos. As maiores limitações dos métodos mais seguros (que possuem pequenas taxas de falha) são a manutenção da possibilidade de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Nestes casos, a fim de se manter uma relação sexual segura, eles devem ser usados em conjunto com um método de barreira (leia abaixo os tipos diferentes de métodos) como o preservativo, por exemplo.
Métodos de Barreira

Os principais métodos de barreira são os preservativos (masculino e feminino) e o diafragma. A função destes métodos é impedir o encontro dos gâmetas masculino e feminino. Todos estes dispositivos têm que ser colocados antes do coito.
Preservativo

Os preservativos, para além de prevenirem uma gravidez indesejada, conferem ainda protecção contra doenças sexualmente transmissíveis (DST).
O preservativo masculino é uma fina membrana, normalmente feita de látex, que deve ser colocada no pénis assim que este fica erecto, antes da penetração. Após a ejaculação, deve-se retirar o preservativo, que só pode ser utilizado uma vez.
O preservativo feminino consiste numa membrana de plástico (poliuretano), que deve ser inserida na vagina antes da penetração. Tal como o preservativo masculino, é de utilização única.
Diafragma

O diafragma é uma membrana de borracha que se insere na vagina antes do coito, de forma a cobrir o cérvix, impedindo, desta forma o acesso dos espermatozóides ao interior do útero. Deve ser usado preferencialmente em conjunto com um espermicida. Como há vários tamanhos de diafragma, a mulher deve consultar o seu ginecologista para verificar qual o tamanho que se ajusta melhor à medida do colo do útero.
È aconselhável o uso concominante de espermicida.


Espermicidas
Os espermicidas são substâncias que se introduzem na vagina antes do acto sexual e que inactivam ou matam os espermatozóides. Existem vários tipos destas substâncias (cremes, espumas, esponjas, cones e comprimidos vaginais). Os espermicidas, quando usados isoladamente, têm uma baixa eficácia, sendo muitas vezes usados em conjunto com outros métodos.

Métodos Hormonais

Contracepção Hormonal Oral

A contracepção hormonal é geralmente, administrada por via oral. As pílulas contraceptivas mais comuns são as combinadas, isto é, as que contêm estrogénio sintético e progestagénio (semelhante à progesterona).
Em cada ciclo de 28 dias, uma pílula combinada é tomada diariamente, durante 21 dias, seguindo-se 7 dias sem tomar.
As pílulas combinadas podem ser monofásias, bifásias ou trifásias. No primeiro caso, a dose é sempre a mesma ao longo do ciclo. Nas bifásicas e trifásicas, a dose varia 2 ou 3 vezes (respectivamente) ao do ciclo.
Existem, também, as pílulas progestativas, que contêm apenas progestagéneo, cujo efeito principal para além do impedimento da ovulação, é uma alteração do muco cervical, de forma a que este impeça a entrada de espermatozóides no útero. As pílulas progestativas são de toma diária, sem interrupção.
Contracepção de emergência

A contracepção de emergência é o único método contraceptivo que é utilizado após a relação sexual. Constitui um recurso no caso de um acidente contraceptivo ou em casos de violação.
O método mais simples de contracepção de emergência é o recurso a um progestativo oral (pílula do dai seguinte).
A contracepção de emergência não constitui um método contraceptivo de uso regular, mas sim um recurso.
Hormonas Injectáveis

Consiste na injecção de substâncias semelhantes à progesterona que previnem a ovulação, e consequentemente a gravidez.

Implantes

Os implantes são pequenos dispositivos colocados sob a pele e que libertam, lentamente, hormonas para a circulação sanguínea. Os implantes actuam durante longos períodos de tempo, que podem ir até cinco anos.
Este tipo de contracepção não é recomendado a adolescentes.


Dispositivos intra - uterinos
Os dispositivos intra- uterinos (DIU) são pequenas peças de plástico ou metal, geralmente em forma de T, que se inserem na cavidade uterina, de forma a impedir a implantação do embrião no endométrio. Os DIU podem ser inertes ou activos. Neste último caso, libertam substâncias, como o cobre ou hormonas, que dificultam a proliferação do endométrio. O DIU aumenta a intensidade das hemorragias uterinas e a possibilidade de gravidez ectópica.


Métodos Cirúrgicos ou Definitivos

A contracepção cirúrgica (esterilização) resulta num impedimento permanente da libertação de gâmetas e pode ser efectuada no homem (vasectomia) ou na mulher (laqueação de trompas).

Vasectomia
A vasectomia é um processo cirúrgico simples e rápido que consiste no corte dos canais deferentes, de forma a impedir que os espermatozóides passem para a uretra. Não é uma castração e não afecta os testículos. Após a cirurgia, continua haver ejaculação, embora o líquido ejaculado não contenha espermatozóides.

Laqueação de Trompas

A laqueação das trompas é o método de esterilização feminina caracterizado pelo corte e/ou ligamento cirúrgico das trompas de Falópio, que fazem o caminho dos ovários até ao útero. Assim, os óvulos não conseguem passar para dentro do útero, não se encontrando com os espermatozóides, e, consequentemente, não há a fecundação. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessário internação e anestesia geral ou regional.
Ambos os procedimentos cirúrgicos são difíceis de reverter, pelo que deverão ser encarados como permanentes.
Métodos Naturais

Este conjunto de métodos, também chamado de autocontrolo, ou planeamento familiar natural, consiste na abstinência de relações sexuais durante o período fértil do ciclo da mulher. Existem quatro formas de determinar o período de abstinência sexual:
÷ Método do calendário;
÷ Método das temperaturas basais;
÷ Método do muco cervical;
÷ Método do coito interrompido.

Método do Calendário
Este método tem em conta o tempo de sobrevivência dos gâmetas (24 horas para o óvulo e 72 horas para o espermatozóide) para determinar o período fértil.
Considerando a duração dos ciclos menstruais anteriores (idealmente 12 ciclos), pode calcular-se o período fértil, por subtracção de 11 dias ao ciclo mais longo e 18 dias ao ciclo mais curto.
Por exemplo:
Imaginemos que uma mulher contabilizou o seu ciclo mais curto com 25 dias e o seu ciclo mais longo com 30 dias. Então: 25 – 18 = 8 e 30 – 11 = 19. Isto quer dizer que os dias mais férteis desta mulher são entre o oitavo e o décimo nono dia do ciclo, dias em que não deve ter relações sexuais ou, querendo-o, terá de utilizar um outro método contraceptivo. Convém não esquecer que o primeiro dia do ciclo é o primeiro dia em que aparece a menstruação.
Método das Temperaturas

O método das temperaturas basais consiste na medição diária da temperatura, utilizando sempre o mesmo local (boca, vagina ou recto). A medição deverá ser feita sempre ao acordar e registada num gráfico.

Método do muco cervical

O método de Bilings (ou do muco cervical) consiste em observar diariamente o muco cervical, retirando-o da vagina com dois dedos, observando e registando a sua elastecidade. O muco é uma substância gelatinosa, produzida pelas glândulas do colo do útero que sofre alterações ao longo do ciclo menstrual. Na altura da ovulação adquire uma aparência de clara de ovo com grande elasticidade. Este muco facilita a entrada de espermatozóides no útero.
Se uma mulher quiser utilizar este método para contracepção deverá, todas as manhãs, observar se tem muco na vulva e como é a sua aparência.
Método do coito interrompido
Coito interrompido (literalmente "sexo interrompido"), também conhecido como o método da retirada, é a prática de terminar a relação sexual antes da ejaculação. O principal risco do coito interrompido é de o homem não conseguir administrar bem o tempo de sua ejaculação. Não é um método contraceptivo, mas sim uma prática muito pouco segura que, além de poder dar origem a uma gravidez, provoca ansiedade em ambos os parceiros podendo também ser causa de futuros distúrbios psicosexuais. Assim podemos concluir que cada um dos métodos contraceptivos descritos apresenta indicações, contra - indicações, vantagens e inconvenientes. Por isso, a contracepção faz parte de um processo mais abrangente – o planeamento familiar. Como tal, o uso de um método contraceptivo deve ser precedido de uma análise individual, feita por um especialista, considerando os riscos e benefícios do seu uso, em cada situação particular.
Com os cumprimentos do grupo
Rita Moreira

quarta-feira, 14 de maio de 2008

É Importante Falar com os Jovens

Falar com alguém em quem os jovens confiem e que respeitem ajuda a superar o momento difícil de decidir quando e como deve ser dado o passo de uma primeira relação sexual ou a tomar decisões sobre os actos dela recorrentes. Ou tão só a esclarecer dúvidas sobre a sexualidade, os seus mecanismos, a sua relação com o amor, as suas consequências e riscos.
Os pais deverão estar na primeira linha dessa ajuda. É certo que, por inibição, por se recusarem a aceitar que os filhos já cresceram ou por preconceito, muitas vezes não são eles a tomar a iniciativa de falar de sexo. Mas é provável que estejam receptivos e vale a pena correr o risco de uma conversa.
É importante falar com os jovens, porque embora eles se mostrem informados, podem não o estar, ou então estar mal informados.
Falta-lhes a experiência e alguma responsabilidade que lhes podem ser transmitidas por alguém mais velho, em que eles confiem e com quem eles possam falar sem tabus. A influência da educação, tradição familiar e da sociedade mostra-se, assim, importante.
Transmitir aos jovens alguma informação pode evitar algumas consequências de comportamentos de risco, como a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis.
É importante estar informado sobre os métodos contraceptivos, como a pílula e o preservativo, para puder iniciar uma vida sexual responsável, sem medos e sem riscos, usufruindo de uma sexualidade com saúde e tranquilidade.
Com os cumprimentos do grupo
Ana Martins

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os Jovens protegem-se pouco!

É verdade! No que toca às relações sexuais, e apesar de todas as campanhas, os jovens ainda se protegem pouco.
Apesar das campanhas, dos esclarecimentos, os jovens continuam a pensar que a transmissão de doenças acontece apenas a alguns grupos, como os homossexuais, as prostitutas, os toxicodependentes e depois têm comportamentos de risco, como relações ocasionais, não planeadas, muitas vezes depois de noitadas em que beberam ou ingeriram algumas drogas.
Como consequências destes comportamentos surgem novos casos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes precoces não desejadas.
Foi o que concluiu um estudo da Associação para o Planeamento Familiar divulgado recentemente. Assim, cerca de 25% dos jovens mantêm relações sexuais sem contraceptivos, que resultam em 6,4% de gravidezes não planeadas, acabando três em cada quatro por ser interrompidas.
O estudo sobre o comportamento e atitudes sexuais dos jovens entre os 18 e os 25 anos revelou ainda outro dado preocupante: é que dos jovens que praticam relações sexuais desprotegidas 3,4% já haviam contraído uma doença sexualmente transmissível - 4,8% são rapazes e 1,9% raparigas.
Quanto ao risco de contrair sida e de uma gravidez não planeada, concluiu-se que os rapazes são mais vulneráveis no seu comportamento, o que mostra que ainda subsistem diferenças substanciais de comportamento consoante o género. Sexualmente falando, é claro.
Uma conclusão reforçada pelo facto de serem as raparigas que mais têm parceiro fixo (85,7% contra 54% de rapazes) e menos relações ocasionais (6,2% contra 42,7% de rapazes).
Entre os 18 e os 25 anos, 80,5% dos rapazes revelou já ter vivido pelo menos uma relação sexual, o mesmo acontecendo com 75,6% das raparigas.
Não esquecer:
RISCO + SEXO - PRESERVATIVO = GRAVIDEZ INDESEJADA e/ou DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL

Para complementar esta informação:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/hRoQ%2BKMSsNv7%2BZm5mjSbDA.html.
Onde, segundo a agência Lusa, é afirmado que os jovens continuam a apresentar comportamentos de risco, apesar das campanhas especialistas.
Foi ainda, recentemente, publicada uma notícia no jornal "Correio da Manhã", onde é afirmado que os jovens apesar de conhecerem os riscos, continuam a não usar preservativo nas relações sexuais com parceiros ocasionais.
Para saber mais:
Com os cumprimentos do grupo
Ana Martins

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Planeamento Familiar

Uma vida sexual quer-se segura, divertida e saudável. É suposto que as pessoas quando têm relações sexuais as possam ter e sentir-se bem com a sua sexualidade.
O Planeamento Familiar foi introduzido nos centros de saúde em Março de 1976 através de um despacho do Dr. Albino Aroso (um dos anteriores presidentes da APF) então Secretário de Estado de Saúde.
Este tem como objectivos melhorar a saúde e bem-estar da família, reduzir a mortalidade e morbilidade materna, perinatal e infantil, regular a fecundidade segundo o desejo do casal e preparar para uma maternidade e paternidade consciente.
Tal como tem objectivos, o Planeamento Familiar também tem actividades a desenvolver, como por exemplo: informar os casais sobre as vantagens e desvantagens do espaçamento das gravidezes e das vantagens de regular a fecundidade em função das suas idades, elucidar sobre as consequências das gravidezes não desejadas, dar informação sobre a anatomia e fisiologia de reprodução, facultar informação completa sobre todos os métodos contraceptivos, identificar e orientar os casais com problemas de infertilidade e desajustes sexuais e efectuar o rastreio do cancro do colo do útero, do cancro da mama, da SIDA e de outras DST’s.
Estas actividades devem responder a todas as necessidades das populações no plano da reprodução. Todas as mulheres em idade fértil que residem na área do Centro de Saúde, e outros casos fora da área em que haja uma justificação, devem inscrever-se nestas actividades. Devem ser especialmente motivadas ao Planeamento Familiar as grávidas inscritas ou não no Centro de Saúde, mulheres em risco, mulheres com idades inferior a 20 anos e superior a 35 anos e mulheres cujo o espaçamento entre duas gravidezes foi inferior a 2 anos. As equipas de saúde devem programar sessões de ensino de grupo para as utentes primárias sobre anatomia, fisiologia da reprodução e os diferentes métodos contraceptivos. As enfermeiras têm como obrigação ajudar a utente (ou casal) na escolha do método e proporcionar-lhe todos os esclarecimentos necessários.
O direito ao Planeamento Familiar está garantido na Constituição Portuguesa e na Lei 3/84. É de salientar que o Planeamento Familiar é gratuito e está disponível nos Centros de Saúde e em alguns Hospitais e Maternidades. Pode também ser encontrado serviços de Planeamento Familiar nas escolas de Ensino Básico e Secundário, bem como junto dos serviços de saúde e acção social dos estabelecimentos do Ensino Superior. Ainda há os Gabinetes de Apoio à Sexualidade Juvenil ou Centros de Atendimento a Jovens (CAJ) junto das Delegações Regionais do Instituto Português da Juventude, que atendem os mais novos com dúvidas nessa área. Dada a sensibilidade dos assuntos relacionados com o Planeamento Familiar, muitos cidadãos preferem recorrer ao Planeamento Familiar por telefone.
Todas as pessoas que necessitem podem ter acesso ao Planeamento Familiar independentemente da sua idade, sexo ou estado civil.
Com os cumprimentos do grupo
Altina Góis

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Gravidez na Adolescência


A adolescência implica um período de mudanças físicas e emocionais, é um importante ciclo de vida que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível social, familiar e também sexual.
A gravidez na adolescência implica um duplo esforço de adaptação interna fisiológica e uma dupla movimentação de duas realidades distintas que se transformam num único momento: estar grávida e ser adolescente. Na adolescencia a gravidez pode tornar-se num experiência traumática, num problema emocional e de saúde e promotor de exclusão social.
Se existiram relaçãos sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura em que deveria surgir, não vale a pena entrar em pânico, mas também não resulta de nada fugir. Quando isto acontecer deve-se fazer um teste de gravidez o mais depressa possível, e depois de acordo com o resultado, reflectir sobre o resultado e tomar decisões apropriadas, sempre do apoio de alguém em quem se confia.
Uma gravidez precoce não planeada implica sempre uma tomada de decisão. Uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade durante vários anos, sendo por isso necessário avaliar de forma consciente e responsável as decisões a tomar.
As principais queixas apresentadas pela jovem grávida são a dificuldade na relação com os pais pelo surgimento da gravidez, desapontamentos, culpas e acusações, dificuldade na relação consigo própria pela “necessidade” de integrar a gravidez e a expectativa da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente, receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado, dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos e em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.
Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida, acolherem o novo facto com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de ser levada a termo sem grandes transtornos e até de uma forma gratificante. A jovem deverá ser apoiada na tomada de decisões de um modo coerente, consciente e realista. O bem estar afectivo é importante para a grávida e o seu bébé. O jovem pai também deve ser ouvido na tomada de decisão e deve viver a gravidez junto da mãe e participar nas consultas de vigilância.
A adolescente tem necessidade de ser entendida pelos outros e sobretudo ter uma base de conhecimentos que lhe permita viver a maternidade, aceitar as mudanças corporais que são inerentes ao seu estado, e esta deverá ser conduzida à compreensão da gravidez inserida num programa de cuidados pré-natais adequados.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e que não deve ser subestimado nem por adolescentes, nem por educadores e professores.
É possível continuar a sair com o grupo de amigos e a namorar, mas de forma diferente. A gravidez não torna os adolescentes adultos de uma hora para a outra e deve ser evitada e planeada.
Com os cumprimentos do grupo
Altina Góis

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Visita às Instituições Cáritas Diocesana da Guarda e Nascer















No dia vinte e cinco de Fevereiro, no âmbito de Área de Projecto, nós, os alunos Altina, Ana, Maria, Rita e Ruben, acompanhados pela professora Mª de Lurdes Fonseca, visitámos as Instituições Cáritas Diocesana da Guarda e Nascer, com os objectivos de conhecer o trabalho desenvolvido por estas instituições, compreender o problema da gravidez na adolescência e enriquecer o nosso trabalho que tem como tema “Sexualidade e Saúde”.
Chegámos à Cáritas, por volta das 15 horas e 20 minutos onde fomos recebidos pelo secretário Dr. Paulo Neves e pela Dr. Vera Pragana, psicóloga e directora técnica da Nascer. Tivemos a oportunidade de conhecer a instituição e os seus projectos, através de uma breve apresentação sobre o trabalho desenvolvido e de uma visita guiada pelas instalações.
De seguida, acompanhados pela Dr. Vera Pragana, dirigimo-nos até ao NAS(C)ER - Centro de Apoio à Vida da Cáritas Diocesana da Guarda, instituição que se dedica ao apoio e acolhimento de grávidas, jovens mães e dos seus filhos. Aí tomámos contacto com uma nova realidade, conhecemos as instalações e assistimos também a uma breve apresentação sobre as actividades de Nascer. Demos conta das dificuldades que enfrentam as mães adolescentes e os seus filhos e descobrimos que a grande causa destas gravidezes precoces se devem, na sua maioria, não à falta de informação como pensávamos, mas sim à falta de afecto que estas receberam ao longo da sua vida e que acabam procurando nas relações que lhes dão origem.
Esclarecidas todas as dúvidas terminou a visita e regressámos à escola.
Foi uma tarde diferente em que tomámos consciência de um dos riscos de uma sexualidade descuidada e sem amor: a gravidez na adolescência.

Com os cumprimentos do grupo

Ana Martins

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Comportamento dos Jovens

O comportamento das raparigas difere do comportamento dos rapazes.
A jovem amadurece, em média, dois anos mais cedo que o rapaz. Esta procura fortificar a sua feminilidade e prolongar os encontros sexuais, procurando um parceiro adequado para poder ter a sua primeira relação sexual.
Os rapazes procuram encontros sexuais com mais ansiedade, tentando mesmo persuadir as raparigas a fazerem sexo com eles.
Os jovens, quer do sexo feminino quer do sexo masculino, normalmente procuram outros da mesma idade para ter e experimentar novas sensações sexuais.
A perda de virgindade continua a ser um marco importante para os jovens. Esta experiência é muito influenciada pela educação e tradição familiar, podendo assim, ser encarada pelos jovens como motivo de orgulho ou de culpa.
No início da sua experiência sexual os jovens procuram apenas envolvimento sexual. Neste tipo de relação testam as suas novas capacidades e reacções frente a sensações desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afectivo complementar e passam a conviver em grupos e também em pares.
É nesta fase que, por vezes, surge nos jovens algum tipo de actividade homossexual como a exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo. Estas actividades são consideradas normais e habituais naqueles em que se estão a adaptar às modificações do corpo e às novas sensações.
Numa época em que os jovens estão rodeados de informação, como a Internet, a televisão e a globalização, estes sentem um apelo sexual cada vez mais frequente e precoce, uma vez que há pouca censura nos meios de comunicação relativamente a este tema e a sexualidade se encontra em toda a parte.
Os jovens falam como adultos e agem como tal, querendo ter os mesmos privilégios. Mas falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o verdadeiro significado do envolvimento sexual. Correm, por isso, sérios riscos como o risco de contrair alguma ou até mesmo várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e/ou de terem uma gravidez precoce que acarreta vários riscos para a jovem, uma vez que, o seu corpo ainda não está preparado para ser mãe.
Os comportamentos de riscos por parte dos jovens devem-se à pouca informação qualificada e ao precário respeito por parte de alguns adultos perante as necessidades dos jovens.
Com os cumprimentos do grupo
Ana Martins

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Sexualidade e o Adolescente

Uma das preocupações que marca a actualidade prende-se, entre outros aspectos, com a contracepção e com a implementação de uma educação sexual que promova o desenvolvimento pessoal e interpessoal enquanto elementos fundamentais na promoção de sujeitos autónomos, capazes de agir com eficácia nos contextos actuais e de desenvolver formas adequadas no futuro. É pois necessário dar aos adolescentes a atenção devida, porque eles precisam de ser respeitadas mesmo que as suas ideias não agradem aos adultos.
Só nos finais do século XIX, com o aparecimento de áreas científicas como a psicanálise de Freud e a antropologia de Margaret Mead é que se altera o antigo conceito de sexualidade, que passa então a ser encarada como parte integrante da vida do ser humano, contribuindo as suas expressões para o equilíbrio pessoal e relacional.
Na Adolescência, etapa de inúmeras transformações biopsicossociais, a sexualidade faz parte do conjunto de transformações que resulta do desenvolvimento sexual e que visa o desenvolvimento da sexualidade. As transformações corporais são vivenciadas de forma diferente pelos rapazes e pelas raparigas, o que origina também formas diferentes de viver a sexualidade. No entanto, só encarando estas alterações com a devida importância no desenvolvimento, os jovens conseguem compreender quão importante é o desenvolvimento psicossocial na construção da sua identidade.
É na Adolescência que se dá o despertar sexual. Esta fase desperta no adolescente o interesse pelo sexo oposto, cujas reacções desconhece e receia.
O interesse sexual coincide com a vontade de namorar e, esse despertar sexual tem surgido cada vez mais cedo.
A responsabilidade por parte dos jovens é muito importante. Assim, ambas as partes têm de ser responsáveis, pois as consequências dos seus actos, atitudes e comportamentos recaem sobre os dois e não apenas sobre um e é importante que o adolescente tenha acesso a informações relativas ao acto sexual e às precauções de forma a evitar gravidezes indesejadas e prevenir a propagação de doenças sexualmente transmissíveis.
Com os cumprimentos do grupo
Rita Moreira

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Adolescência

A Adolescência é um período exaltante que, na nossa civilização, tem uma duração de oito a nove anos ou mais. É a transição entre a infância e a idade adulta, no decurso da qual se situa a puberdade.
É importante não reduzir a Adolescência, em caso algum, apenas às mudanças corporais, para evitar que tal aconteça é necessário diferenciá-la da puberdade.
Puberdade deriva da palavra latina pubescere que significa tornar-se peluda. É um fenómeno biológico, em que há uma sequência de acontecimentos, e cuja meta final é a maturação física com capacidade reprodutora.
E a Adolescência provém da palavra latina adolescere que significa crescer. A Adolescência, representando um conjunto de transformações psicológicas de adaptação à puberdade, constitui um fenómeno cultural com características próprias de acordo com a civilização ou a sociedade. A adolescência é, então, uma etapa importante na vida do indivíduo, marcada por uma turbulência causada por modificações físicas para a tentativa de resolução de uma série de problemas psicossociais que caracterizam a passagem da infância para a idade adulta. O início da adolescência tem um limite mais ou menos demarcado porque se sobrepõe ao início da puberdade, mas o seu final é muito variável e, nas últimas décadas, este limite tem vindo a alargar-se com a entrada cada vez mais tardia no mercado de trabalho. A melhoria das condições de nutrição, factores genéticos e climatéricos, a estimulação social e cultural são factores que contribuem para a antecipação da puberdade. A OMS situa a Adolescência entre os 10 e os 19 anos, considerando dois subgrupos: um entre os 10 e os 14 anos denominado de puberdade, em que os aspectos de desenvolvimento físico são evidentes; outro entre os 15 e os 19 anos em que predominam os aspectos do desenvolvimento psicossocial.
Com os cumprimentos do grupo
Rita Moreira

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Bem-vindos

O nosso grupo, de que fazem parte os alunos: Altina, Ana, Maria, Rita e Ruben, do 12º B da Escola Secundária c/3º Ciclo do E. B. da Sé – Guarda, está a desenvolver um trabalho, no âmbito de Área de Projecto, que tem como tema “Sexualidade e Saúde”. Tendo surgindo deste o seguinte problema: “Será que a implementação da disciplina de Educação Sexual na escola com a colaboração do Centro de Saúde poderá contribuir para uma atitude responsável dos jovens e diminuir comportamentos de risco?".
As principais razões porque escolhemos este tema devem-se ao facto de a sexualidade ser uma das principais preocupações da actualidade, uma vez que, há cada vez mais casos de gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), devido aos comportamentos de risco que os jovens, apesar de todas as campanhas, continuam a manter.
Este é também um tema preocupante porque os jovens portugueses iniciam cada vez mais cedo a vida sexual, os conhecimentos que possuem sobre sexualidade provêm de fontes díspares, são insuficientes e desfasados da realidade. Verifica-se ainda, que as famílias não propiciam aos jovens o conjunto de saberes que estes deviam possuir para poderem desfrutar plenamente da sua sexualidade.
Por estes factos e com a esperança de contribuir para a sua alteração, vamos publicar quinzenalmente nova informação sobre o tema por nós a ser estudado.
Ficamos à espera que nos visitem e transmitam as vossas opiniões sobre o nosso blog e os artigos nele publicados.
Com os cumprimentos do grupo.