segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os Jovens protegem-se pouco!

É verdade! No que toca às relações sexuais, e apesar de todas as campanhas, os jovens ainda se protegem pouco.
Apesar das campanhas, dos esclarecimentos, os jovens continuam a pensar que a transmissão de doenças acontece apenas a alguns grupos, como os homossexuais, as prostitutas, os toxicodependentes e depois têm comportamentos de risco, como relações ocasionais, não planeadas, muitas vezes depois de noitadas em que beberam ou ingeriram algumas drogas.
Como consequências destes comportamentos surgem novos casos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes precoces não desejadas.
Foi o que concluiu um estudo da Associação para o Planeamento Familiar divulgado recentemente. Assim, cerca de 25% dos jovens mantêm relações sexuais sem contraceptivos, que resultam em 6,4% de gravidezes não planeadas, acabando três em cada quatro por ser interrompidas.
O estudo sobre o comportamento e atitudes sexuais dos jovens entre os 18 e os 25 anos revelou ainda outro dado preocupante: é que dos jovens que praticam relações sexuais desprotegidas 3,4% já haviam contraído uma doença sexualmente transmissível - 4,8% são rapazes e 1,9% raparigas.
Quanto ao risco de contrair sida e de uma gravidez não planeada, concluiu-se que os rapazes são mais vulneráveis no seu comportamento, o que mostra que ainda subsistem diferenças substanciais de comportamento consoante o género. Sexualmente falando, é claro.
Uma conclusão reforçada pelo facto de serem as raparigas que mais têm parceiro fixo (85,7% contra 54% de rapazes) e menos relações ocasionais (6,2% contra 42,7% de rapazes).
Entre os 18 e os 25 anos, 80,5% dos rapazes revelou já ter vivido pelo menos uma relação sexual, o mesmo acontecendo com 75,6% das raparigas.
Não esquecer:
RISCO + SEXO - PRESERVATIVO = GRAVIDEZ INDESEJADA e/ou DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL

Para complementar esta informação:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/hRoQ%2BKMSsNv7%2BZm5mjSbDA.html.
Onde, segundo a agência Lusa, é afirmado que os jovens continuam a apresentar comportamentos de risco, apesar das campanhas especialistas.
Foi ainda, recentemente, publicada uma notícia no jornal "Correio da Manhã", onde é afirmado que os jovens apesar de conhecerem os riscos, continuam a não usar preservativo nas relações sexuais com parceiros ocasionais.
Para saber mais:
Com os cumprimentos do grupo
Ana Martins

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Planeamento Familiar

Uma vida sexual quer-se segura, divertida e saudável. É suposto que as pessoas quando têm relações sexuais as possam ter e sentir-se bem com a sua sexualidade.
O Planeamento Familiar foi introduzido nos centros de saúde em Março de 1976 através de um despacho do Dr. Albino Aroso (um dos anteriores presidentes da APF) então Secretário de Estado de Saúde.
Este tem como objectivos melhorar a saúde e bem-estar da família, reduzir a mortalidade e morbilidade materna, perinatal e infantil, regular a fecundidade segundo o desejo do casal e preparar para uma maternidade e paternidade consciente.
Tal como tem objectivos, o Planeamento Familiar também tem actividades a desenvolver, como por exemplo: informar os casais sobre as vantagens e desvantagens do espaçamento das gravidezes e das vantagens de regular a fecundidade em função das suas idades, elucidar sobre as consequências das gravidezes não desejadas, dar informação sobre a anatomia e fisiologia de reprodução, facultar informação completa sobre todos os métodos contraceptivos, identificar e orientar os casais com problemas de infertilidade e desajustes sexuais e efectuar o rastreio do cancro do colo do útero, do cancro da mama, da SIDA e de outras DST’s.
Estas actividades devem responder a todas as necessidades das populações no plano da reprodução. Todas as mulheres em idade fértil que residem na área do Centro de Saúde, e outros casos fora da área em que haja uma justificação, devem inscrever-se nestas actividades. Devem ser especialmente motivadas ao Planeamento Familiar as grávidas inscritas ou não no Centro de Saúde, mulheres em risco, mulheres com idades inferior a 20 anos e superior a 35 anos e mulheres cujo o espaçamento entre duas gravidezes foi inferior a 2 anos. As equipas de saúde devem programar sessões de ensino de grupo para as utentes primárias sobre anatomia, fisiologia da reprodução e os diferentes métodos contraceptivos. As enfermeiras têm como obrigação ajudar a utente (ou casal) na escolha do método e proporcionar-lhe todos os esclarecimentos necessários.
O direito ao Planeamento Familiar está garantido na Constituição Portuguesa e na Lei 3/84. É de salientar que o Planeamento Familiar é gratuito e está disponível nos Centros de Saúde e em alguns Hospitais e Maternidades. Pode também ser encontrado serviços de Planeamento Familiar nas escolas de Ensino Básico e Secundário, bem como junto dos serviços de saúde e acção social dos estabelecimentos do Ensino Superior. Ainda há os Gabinetes de Apoio à Sexualidade Juvenil ou Centros de Atendimento a Jovens (CAJ) junto das Delegações Regionais do Instituto Português da Juventude, que atendem os mais novos com dúvidas nessa área. Dada a sensibilidade dos assuntos relacionados com o Planeamento Familiar, muitos cidadãos preferem recorrer ao Planeamento Familiar por telefone.
Todas as pessoas que necessitem podem ter acesso ao Planeamento Familiar independentemente da sua idade, sexo ou estado civil.
Com os cumprimentos do grupo
Altina Góis

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Gravidez na Adolescência


A adolescência implica um período de mudanças físicas e emocionais, é um importante ciclo de vida que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível social, familiar e também sexual.
A gravidez na adolescência implica um duplo esforço de adaptação interna fisiológica e uma dupla movimentação de duas realidades distintas que se transformam num único momento: estar grávida e ser adolescente. Na adolescencia a gravidez pode tornar-se num experiência traumática, num problema emocional e de saúde e promotor de exclusão social.
Se existiram relaçãos sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura em que deveria surgir, não vale a pena entrar em pânico, mas também não resulta de nada fugir. Quando isto acontecer deve-se fazer um teste de gravidez o mais depressa possível, e depois de acordo com o resultado, reflectir sobre o resultado e tomar decisões apropriadas, sempre do apoio de alguém em quem se confia.
Uma gravidez precoce não planeada implica sempre uma tomada de decisão. Uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade durante vários anos, sendo por isso necessário avaliar de forma consciente e responsável as decisões a tomar.
As principais queixas apresentadas pela jovem grávida são a dificuldade na relação com os pais pelo surgimento da gravidez, desapontamentos, culpas e acusações, dificuldade na relação consigo própria pela “necessidade” de integrar a gravidez e a expectativa da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente, receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado, dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos e em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.
Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida, acolherem o novo facto com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de ser levada a termo sem grandes transtornos e até de uma forma gratificante. A jovem deverá ser apoiada na tomada de decisões de um modo coerente, consciente e realista. O bem estar afectivo é importante para a grávida e o seu bébé. O jovem pai também deve ser ouvido na tomada de decisão e deve viver a gravidez junto da mãe e participar nas consultas de vigilância.
A adolescente tem necessidade de ser entendida pelos outros e sobretudo ter uma base de conhecimentos que lhe permita viver a maternidade, aceitar as mudanças corporais que são inerentes ao seu estado, e esta deverá ser conduzida à compreensão da gravidez inserida num programa de cuidados pré-natais adequados.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e que não deve ser subestimado nem por adolescentes, nem por educadores e professores.
É possível continuar a sair com o grupo de amigos e a namorar, mas de forma diferente. A gravidez não torna os adolescentes adultos de uma hora para a outra e deve ser evitada e planeada.
Com os cumprimentos do grupo
Altina Góis

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Visita às Instituições Cáritas Diocesana da Guarda e Nascer















No dia vinte e cinco de Fevereiro, no âmbito de Área de Projecto, nós, os alunos Altina, Ana, Maria, Rita e Ruben, acompanhados pela professora Mª de Lurdes Fonseca, visitámos as Instituições Cáritas Diocesana da Guarda e Nascer, com os objectivos de conhecer o trabalho desenvolvido por estas instituições, compreender o problema da gravidez na adolescência e enriquecer o nosso trabalho que tem como tema “Sexualidade e Saúde”.
Chegámos à Cáritas, por volta das 15 horas e 20 minutos onde fomos recebidos pelo secretário Dr. Paulo Neves e pela Dr. Vera Pragana, psicóloga e directora técnica da Nascer. Tivemos a oportunidade de conhecer a instituição e os seus projectos, através de uma breve apresentação sobre o trabalho desenvolvido e de uma visita guiada pelas instalações.
De seguida, acompanhados pela Dr. Vera Pragana, dirigimo-nos até ao NAS(C)ER - Centro de Apoio à Vida da Cáritas Diocesana da Guarda, instituição que se dedica ao apoio e acolhimento de grávidas, jovens mães e dos seus filhos. Aí tomámos contacto com uma nova realidade, conhecemos as instalações e assistimos também a uma breve apresentação sobre as actividades de Nascer. Demos conta das dificuldades que enfrentam as mães adolescentes e os seus filhos e descobrimos que a grande causa destas gravidezes precoces se devem, na sua maioria, não à falta de informação como pensávamos, mas sim à falta de afecto que estas receberam ao longo da sua vida e que acabam procurando nas relações que lhes dão origem.
Esclarecidas todas as dúvidas terminou a visita e regressámos à escola.
Foi uma tarde diferente em que tomámos consciência de um dos riscos de uma sexualidade descuidada e sem amor: a gravidez na adolescência.

Com os cumprimentos do grupo

Ana Martins

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Comportamento dos Jovens

O comportamento das raparigas difere do comportamento dos rapazes.
A jovem amadurece, em média, dois anos mais cedo que o rapaz. Esta procura fortificar a sua feminilidade e prolongar os encontros sexuais, procurando um parceiro adequado para poder ter a sua primeira relação sexual.
Os rapazes procuram encontros sexuais com mais ansiedade, tentando mesmo persuadir as raparigas a fazerem sexo com eles.
Os jovens, quer do sexo feminino quer do sexo masculino, normalmente procuram outros da mesma idade para ter e experimentar novas sensações sexuais.
A perda de virgindade continua a ser um marco importante para os jovens. Esta experiência é muito influenciada pela educação e tradição familiar, podendo assim, ser encarada pelos jovens como motivo de orgulho ou de culpa.
No início da sua experiência sexual os jovens procuram apenas envolvimento sexual. Neste tipo de relação testam as suas novas capacidades e reacções frente a sensações desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afectivo complementar e passam a conviver em grupos e também em pares.
É nesta fase que, por vezes, surge nos jovens algum tipo de actividade homossexual como a exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo. Estas actividades são consideradas normais e habituais naqueles em que se estão a adaptar às modificações do corpo e às novas sensações.
Numa época em que os jovens estão rodeados de informação, como a Internet, a televisão e a globalização, estes sentem um apelo sexual cada vez mais frequente e precoce, uma vez que há pouca censura nos meios de comunicação relativamente a este tema e a sexualidade se encontra em toda a parte.
Os jovens falam como adultos e agem como tal, querendo ter os mesmos privilégios. Mas falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o verdadeiro significado do envolvimento sexual. Correm, por isso, sérios riscos como o risco de contrair alguma ou até mesmo várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e/ou de terem uma gravidez precoce que acarreta vários riscos para a jovem, uma vez que, o seu corpo ainda não está preparado para ser mãe.
Os comportamentos de riscos por parte dos jovens devem-se à pouca informação qualificada e ao precário respeito por parte de alguns adultos perante as necessidades dos jovens.
Com os cumprimentos do grupo
Ana Martins

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Sexualidade e o Adolescente

Uma das preocupações que marca a actualidade prende-se, entre outros aspectos, com a contracepção e com a implementação de uma educação sexual que promova o desenvolvimento pessoal e interpessoal enquanto elementos fundamentais na promoção de sujeitos autónomos, capazes de agir com eficácia nos contextos actuais e de desenvolver formas adequadas no futuro. É pois necessário dar aos adolescentes a atenção devida, porque eles precisam de ser respeitadas mesmo que as suas ideias não agradem aos adultos.
Só nos finais do século XIX, com o aparecimento de áreas científicas como a psicanálise de Freud e a antropologia de Margaret Mead é que se altera o antigo conceito de sexualidade, que passa então a ser encarada como parte integrante da vida do ser humano, contribuindo as suas expressões para o equilíbrio pessoal e relacional.
Na Adolescência, etapa de inúmeras transformações biopsicossociais, a sexualidade faz parte do conjunto de transformações que resulta do desenvolvimento sexual e que visa o desenvolvimento da sexualidade. As transformações corporais são vivenciadas de forma diferente pelos rapazes e pelas raparigas, o que origina também formas diferentes de viver a sexualidade. No entanto, só encarando estas alterações com a devida importância no desenvolvimento, os jovens conseguem compreender quão importante é o desenvolvimento psicossocial na construção da sua identidade.
É na Adolescência que se dá o despertar sexual. Esta fase desperta no adolescente o interesse pelo sexo oposto, cujas reacções desconhece e receia.
O interesse sexual coincide com a vontade de namorar e, esse despertar sexual tem surgido cada vez mais cedo.
A responsabilidade por parte dos jovens é muito importante. Assim, ambas as partes têm de ser responsáveis, pois as consequências dos seus actos, atitudes e comportamentos recaem sobre os dois e não apenas sobre um e é importante que o adolescente tenha acesso a informações relativas ao acto sexual e às precauções de forma a evitar gravidezes indesejadas e prevenir a propagação de doenças sexualmente transmissíveis.
Com os cumprimentos do grupo
Rita Moreira

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Adolescência

A Adolescência é um período exaltante que, na nossa civilização, tem uma duração de oito a nove anos ou mais. É a transição entre a infância e a idade adulta, no decurso da qual se situa a puberdade.
É importante não reduzir a Adolescência, em caso algum, apenas às mudanças corporais, para evitar que tal aconteça é necessário diferenciá-la da puberdade.
Puberdade deriva da palavra latina pubescere que significa tornar-se peluda. É um fenómeno biológico, em que há uma sequência de acontecimentos, e cuja meta final é a maturação física com capacidade reprodutora.
E a Adolescência provém da palavra latina adolescere que significa crescer. A Adolescência, representando um conjunto de transformações psicológicas de adaptação à puberdade, constitui um fenómeno cultural com características próprias de acordo com a civilização ou a sociedade. A adolescência é, então, uma etapa importante na vida do indivíduo, marcada por uma turbulência causada por modificações físicas para a tentativa de resolução de uma série de problemas psicossociais que caracterizam a passagem da infância para a idade adulta. O início da adolescência tem um limite mais ou menos demarcado porque se sobrepõe ao início da puberdade, mas o seu final é muito variável e, nas últimas décadas, este limite tem vindo a alargar-se com a entrada cada vez mais tardia no mercado de trabalho. A melhoria das condições de nutrição, factores genéticos e climatéricos, a estimulação social e cultural são factores que contribuem para a antecipação da puberdade. A OMS situa a Adolescência entre os 10 e os 19 anos, considerando dois subgrupos: um entre os 10 e os 14 anos denominado de puberdade, em que os aspectos de desenvolvimento físico são evidentes; outro entre os 15 e os 19 anos em que predominam os aspectos do desenvolvimento psicossocial.
Com os cumprimentos do grupo
Rita Moreira